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PLAQUETAS DE CODIFICAÇÃO DE MARCOS
Por Djacir Ramos
Muito se tem falado sobre a melhor maneira de fixação das "plaquetas de codificação" dos marcos georreferenciados nos processo de medições dos imóveis rurais.
Nossa experiência neste assunto nos levou a desenvolver um sistema que tem dado bons resultados e a fixação das "plaquetas" tem sido solucionadas, até mesmo em situações inusitadas.
Em primeiro lugar, recorrendo às instruções do INCRA no "Manual de Normas Técnicas", verificamos:
1) - Que os vértices dos imóveis devem ser identificados, materializados e devidamente codificados;
2) - Que qualquer vértice materializado, torna-se um "Marco";
3) - Que um "Marco" pode ser materializado pela sua codificação usando o recurso de implantação de um "Palanque" de concreto ou aproveitando o próprio mourão, e fixando, em quaisquer das condições uma "plaqueta" codificadora.
A experiência nos remete a apreciar a opção de aproveitar o mourão da cerca como o "marco" definidor do vértice, mesmo porque, a maioria deles defini fisicamente os limites do imóvel e é respeitado por todos, muitas vezes por muitos e muitos anos.
Ocorre que a maioria deles, mesmos os marcos de madeira de lei, sob a ação das intempéries naturais do tempo, apresenta rachaduras na sua parte superior, dificultando a fixação das tais "plaquetas".
Isto não deve ser motivo para a colocação de um "palanque" de concreto ao lado do "verdadeiro vértice" que é o mourão, muitas vezes em condições de subsistir ainda por quinze, vinte, trinta anos sem deterioração apreciável, mesmo porque, por mais próximo que o "palanque" de concreto seja colocado ao lado do mourão, ele nunca expressará o verdadeiro limite do imóvel.
O palanque de concreto só expressará o verdadeiro limite do imóvel quando este for fixado antes da construção da cerca, onde, por analogia, o mourão, próximo dele, assume a condição de testemunho do vértice. Caso contrário, o mando de divisa é do Mourão.
A solução que encontramos e que tem dado bons resultados foi a de fixar a "plaqueta" numa cinta de chapa galvanizada, através de um pouco de cola e arrebites de pressão e posteriormente, a fixação da "cinta" no mourão.
Com um pequeno acabamento, o trabalho fica bom, fixado com pregos de aço inoxidável e expressando o verdadeiro ponto de vértice.
Nos casos dos mourões em condições de extrema deterioração, ao ponto de que nem mesmo esta solução seja viável, a sua substituição deve ser recomendada antes do inicio dos trabalhos. Isto vale para mourões em péssimas condições de estabilidade, desalinhados e desviados da vertical.
Estes pequenos problemas, tendo em vista o custo beneficio da implantação de marcos de concreto, desde a fabricação, transporte e tempo de implantação vale o investimento na "visita técnica" que muitas vezes deixa de ser feita, mas que se colocada na ponta do lápis, vale a pena.
É claro, que alguns marcos de concreto devem ser implantados, mas naqueles locais onde são inevitáveis, tais como vértices não definidos por cerca, marcos testemunhos nas proximidades de córregos e pontos inacessíveis e outras situações onde a necessidade se apresente "in loco".
O aproveitamento do "mourão" de cerca, desde que de madeira saudável e tecnicamente ocupavel, deve ser a opção melhor uma vez que não deixa dúvidas sobre a ocupação do ponto tanto para o "outro" profissional que fatalmente o ocupará um dia, quanto para os confrontantes que não terão motivos para dúvidas sobre os trabalhos realizados.
Click aqui para ver a sequencia de fixação das plaquetas.
Djacir Ramos Consultor para geodésia aplicada ao georreferenciamento. djramos@portalgeo.com.br
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